Hoje vamos mostrar a segunda parte de alguns animais do dia-a-dia, ampliados através da técnica de electromicrografia.

Nesta segunda parte, vamos mostrar em grande ampliação e explicar um pouco sobre estes animais que fazem parte das nossas vidas quotidianas e que passam muitas vezes despercebidos a olho nú.

Se ainda não viu, sugerimos que veja a primeira parte dos animais do dia-a-dia vistos ao microscópio!

 

Lagarta tropical:

A lagarta tropical existe, naturalmente, em regiões tropicais e semi-tropicais, onde as temperaturas nunca descem abaixo dos zero graus centígrados. Este pequeno animal alimenta-se durante a noite e pode causar grandes estragos em plantações, principalmente quando esta larva está mais desenvolvida.

A sua presença pode ser detectada através de pequenos excrementos verdes nas folhas ou à volta da base da planta e acontece com mais frequência nas estações mais quentes, principalmente em dias chuvosos e amenos.

 

Lagarta tropical

 

Larva da mosca:

A mosca é o insecto mais comum dos nossos dias e pode ser encontrada em praticamente todos os climas e locais. Este insecto pode ser prejudicial para a nossa saúde, já que transportam bactérias que nos podem contagiar de algumas doenças.

Os ovos da mosca doméstica medem entre 3 e 9 milímetros de comprimentos e eclodem em 24 horas, dando origem à larva, ou verme. Estas larvas têm o único objectivo de se alimentar durante os seus 5 dias de estágio, altura em que dão origem à conhecida mosca.

 

Larva da mosca, ampliada ao microscópio

 

Algumas imagens da mosca amarela e da mosca doméstica:

 

Imagem frontal de uma mosca, ampliada ao microscópio

 

Mosca amarela, ampliada ao microscópio

 

Mosca doméstica, ampliada ao microscópio

 

Pulga de cão:

A pulga é um insecto sem asa e são parasitas que se alimento essencialmente de sangue de mamíferos e aves. Muito comuns em animais de estimação, como o cão e o gato, elas são responsáveis por muitas vezes transmitir doenças, como a peste bubónica e o tifo.

Estes pequenos parasitas dependem do animal onde estão “hospedadas” para se protegerem e se alimentarem, permanecendo neles toda a sua vida, ou o máximo tempo que conseguirem. Além de picarem, estes animais podem desencadear infecções e alergias, diminuindo a qualidade de vida vida dos animais onde estão alojados.

Uma pulga, que pode medir até cinco milímetros de comprimento, consegue saltar até um metro de comprimento, o equivalente a um humano saltar um campo de futebol de uma ponta à outra!

 

Pulga de cão, ampliada ao microscópio

 

Pulga de gato, ampliada ao microscópio

 

Pulga humana, ampliada ao microscópio

 

Traça, peixinho de prata ou saccharina-lepisma:

Lepisma ou bicho-da-prata, como é vulgarmente conhecido, este insecto não tem asas e alimenta-se essencialmente de carbohidratos, como o amido e os açúcares. Este insecto tem apenas um centímetro de comprimento e é coberto de escamas, que lhe dão um tom prateado e brilhante.

Para atingir a fase adulta, o lepismo demora de quatro meses até três anos e pode viver até oito anos, sofrendo várias mudas de escamas, à medida que o seu pequeno corpo vai crescendo.

Estes pequenos animais alimenta-se à noite e a sua alimentação é essencialmente amido ou polissacarídeos, cola, fotografias, cabelo, caspa, açúcar e todo o tipo de pó em geral. Além de tudo isto podem ainda ingerir tecidos e fibras, como algodão e seda ou até outros insectos mortos.

 

Saccharina Lepisma, traça ou peixinho de prata, ampliada ao microscópio

 

 

Vespa:

Pertencentes à ordem dos himenópteros, as vespas são insectos muito importantes para a polonização de diversas plantas e vegetais. No Brasil são também conhecidas como marimbondos.

A maioria das vespas tem dois pares de asas e todas as fémeas dispõem do conhecido ferrão, ou ovipositor. Ao contrário das abelhas, as vespas praticamente não têm qualquer tipo de pilosidade. Estes animais de vida terrestre são parasitas ou predadores, habitualmente de outros insectos ou aranhas.

 

Vespa (hymenoptera), ampliada ao microscópio

 

Vespa comum (hymenoptera), ampliada ao microscópio